Sábado, 12 de Dezembro de 2009

#9 Entrevista a DJ M&Ms

Adoramos a música que tocam! Podemos conhecer as melodias, as faixas, os álbuns, a editora a que pertencem ou até os gestos e as caretas que fazem quando tocam. Os Artistas criam conceitos e música para nossa diversão. Têm também os seus gostos, ideias e influências e, para descobrirmos isto mesmo, preparámos entrevistas com alguns deles.



"HOME" by M&Ms

Também conhecido como M&Ms, Martim Martins foi Director do clube Tuatara, tem sido um impulsionador de áreas e eventos Chill Out em Portugal e é dj da Eletric Dream e da Ajnavision. Preparámos 10 perguntas para sabermos mais sobre o dj M&Ms, a ambient music e as áreas chillout.

1. Como é que começaste o teu projecto M&Ms?

MM: Para ser sincero não comecei nada, fui "comeado" atravez de um convite para tocar no Chill Out da 1ª festa da "Namaskar Productions" acho que no ano de 2004, nem material tinha na altura.

2. Quais foram as tuas influências dentro do género ambient?

S‹o mesmo muitas, mas nada como as atmosferas s—nicas de Pink Floyd, outros projectos importantes na adolescência foram Meredith Monk, Diamanda Galas, Sonic Youth e mais recentemente projectos como Younguer Brother, Asura, Mighthy Math, Lemon Jelly, Dinning Rooms, Parov Stelar e por aí adiante, mas sobretudo muita variedade a n’vel de estilos e ideias musicais.

3. O que andas a ouvir em casa?

Ambient, psychill, breaks, musica étnica, clássica e contemporânea, por vezes algum rock, e claro Pink Floyd.

4. Que palavras usas para descrever uma área Chill Out?

É um espaço onde se pode (e deve) ouvir boa música e das mais diferentes vertentes, deve ser sobretudo um espaço cómodo, bem decorado e pensado como uma alternativa ao Dance floor, um local de encontro, conhecimento, descoberta e de muita conversa, deve ser "construído" como um Dance Floor, com pés e cabeça em sintonia com o ambiente.


5. Qual é a importância da ambient music numa festa?

Há várias, desde logo a mais evidente é a de se tratar de musica mais "lenta" e por isso proporcionar uma viajem a outros lugares e em condições diferentes e que dependendo muito das condições do espaço em que está inserida, depois a questão de ser um género musical que capta e simultaneamente influência todos os outro estilos musicais, O Ambient é um Spaghetti de toda a música que existe e vai dando indicações de para onde poder ir.

6. A ambient music serve um público em contra-ciclo com a euforia do dance floor ou tem um público específico?

Não me parece que seja uma coisa ou outra, serão ambas e mais algumas concerteza, o importante é que tenha as condições todas para que possa ser desfrutado por todos independentemente das motivações até porque aqueles que são hoje o tal público específico foram (maioritariamente)  amantes exclusivos do Dance Floor.
Tenho a certeza que produções de boa qualidade aliadas a bons cartazes de artistas ajudaram bastante a gerar novos amantes de Chillout, seja na vertente sonora seja no contexto mais vasto de área alternativa.

7. Dá-nos alguns nomes de djs e produtores actuais que aprecies.

Actualmente ando mais interessado em musica Étnica/World Music e Nu-jazz e os nomse são muitos!
Quanto a DJs acho que estamos muito bem servidos por cá, vocês sabem quem são! ;)

8. Fala-nos sobre a Elektric Dream e da Ajnavision.

MM: A Electrik Dream é a Label do meu amigo francês Stephane aka Tajmahal, já editou duas compilações da saga "Cosmic Chill" (a 3ª está na calha) para além de trabalhos de grande qualidade de artistas que ainda não tinham editado como o Master Margherita e o Kliment, para além do próprio Tajmahal, para breve está o muito aguardado album de estreia do projecto 100% Português Zen Baboon. Conheci o Tajmahal após ter feito uma crítica sobre o VA-Cosmic Chill Red na Goa Gadar Magazine durante uma das suas muitas visitas a Portugal e o entendimento foi bastante fluído, algum tempo depois durante o After Boom de 2006 surgiu o convite para me juntar à familia. Quanto à Ajnavision é uma Label que está ainda por lançar o primeiro CD, neste caso será do Sergio Walgood, vamos ver como avança, está ainda numa fase de arranque.

9. No dia 6 de Março vais tocar na festa "Kin and The Four Elements III" O que é que se pode esperar da tua actuação?

Musica da boaaaaa! Irá ser um set durante o dia, portanto é de esperar-se música ritmada, e alegre mas lº está sobretudo música de diferentes fontes e universos variados.

10. Para terminar, durante alguns anos criou-se um polo da música ambient em Portugal no clube Tuatara e tu és um dos suspeitos do crime :) Deixa-nos alguns pensamentos sobre esse bocado da história portuguesa do ambient psicadélico.

MM: Penso que foram 23 (pelo menos) as sessões realizadas no 3¼ piso da Tuatara durante 4 anos, muitos artistas, decoradores e promotores por lá passaram. O balanço é muito positivo, muita gente começou a ouvir som diferente e a entender a "complexidade simples" de sonoridades mais downtempo, penso que o conceito de ambient area num espaço urbano deveria continuar porque tem grande potencial e público sem duvida. 8 das sessões ultrapassaram as 100 entradas, tb é certo que houve outras que não chegaram as 20. É algo que deve ser trabalhado com muito amor à camisola. Penso voltar num futuro próximo a organizar mais sessões destas num qualquer espaço que venha a surgir, e com uma boa equipa de amantes do Ambient. Esta festa da Psyart é um bom começo... :)

0 comentários: