Adoramos a música que tocam! Podemos conhecer as melodias, as faixas, os álbuns, a editora a que pertencem ou até os gestos e as caretas que fazem quando tocam. Os Artistas criam conceitos e música para nossa diversão. Têm também os seus gostos, ideias e influências e, para descobrirmos isto mesmo, preparámos entrevistas com alguns deles.
1. És um dos mais carismáticos djs do panorama trance nacional. Começaste a tua carreira muito novo, com apenas 14 anos, e desde então nunca mais paraste. No entanto, nos últimos tempos tens vindo a mudar de estilo e é comum ver-te a tocar em festa de progressivo, techno e até house. Este é um percurso que pretendes seguir no futuro ou apenas uma fase experimental?
Sim, é um percurso que pretendo seguir no futuro. Eu gosto imenso de música electrónica e para mim é muito difícil manter toda a minha atenção num só estilo, porque existe tanta coisa boa a acontecer e eu adoro todas estas novas tendências da música electrónica, os novos artistas que têm evoluído do trance para outros géneros e é algo com o qual me identifico muito e quero acompanhar. No entanto, não quero nem vou desistir do trance, vou continuar a acompanhar o movimento porque também gosto muito e faz parte de mim.
2. Causas sempre grandes polémicas em tudo o que é fóruns de trance onde o teu nome aparece, tens fans acérrimos e outros que te consideram demasiado "super star” para encaixar no conceito do trance. O que pensas destas criticas e como lidas com elas?
Eu ouço, compreendo o que querem dizer e de algum modo sei olhar de fora e compreendo que o meu look e atitude talvez não sejam a típica atitude do artista trance aqui em Portugal. Respeito as opiniões de todos e agradeço aqueles que também fazem o esforço para me compreender. No entanto, gostava de ver criticas mais inteligentes e mais construtivas da parte do publico porque ás vezes parece-me que é moda falar mal deste ou daquele artista e quando vamos analisar as verdadeiras razoes das criticas são vazias e incoerentes. Gostava de ouvir criticas mais construtivas que não tivessem a ver com os meus óculoss escuros ou com a t shirt de cavas se é que me compreendem. É suposto sermos open minded no trance ou tenho que deixar crescer umas rastas para respeitarem o meu trabalho?
3. Foste recentemente convidado a juntar forças com a label francesa Mind Control, casa de artistas como Talamasca, Nomad, XSI e etc. Como surgiu essa oportunidade e o que trouxe de novo para a tua carreira?
Eu conheço o Cedric (Talamasca) há quase dez anos, ele tem acompanhado a minha carreira e somos amigos, mantemos o contacto. Ele recentemente lançou a Mind Control com uma nova imagem e convidou-me para ser o seu representante em Portugal e eu aceitei, claro. São pessoas que têm muito para ensinar e é com estes artistas que me inspiro e aprendo muito também.
4. Assinas também pela Party Machine, nova promotora de festas indoor numa vertente mais technoide da coisa. Qual o teu grau de envolvimento nesta label?
Faço parte da equipa de trabalho, trabalho com elas, ajudo em tudo o que for preciso. É a minha crew, são os meus amigos e a minha equipa de trabalho e com quem me lancei nestas lides do techno. É uma equipe com muita ética, muita garra e tenho a certeza que ainda vão dar muito que falar, é tudo gente com muita paixão pela musica e por aquilo que faz por isso, sinto-me bem por pertencer a um projecto assim.
5. Quem são os teus ídolos musicais?
The Prodigy.
6. As tuas bios falam sempre de que aquilo que tu mais és e mais queres ser é, não dj, mas produtor. Como está a correr essa vertente da tua carreira?
Muito bem. Passo a maior parte do meu tempo no estúdio a produzir, a aprender e a experimentar O djing vai fazer sempre parte de mim, eu adoro pisar o palco, partilhar emoções com o publico e gosto imenso de o fazer também com bons dj sets, no entanto o que quero mesmo é lançar as minhas musicas cá para fora o que tem estado a acontecer cada vez mais.
7. Pelo teu percurso e recentes prestações, andas um pouco divido entre o trance e o techno. Fala-nos do que esperas alcançar em cada uma destas vertentes e como pensas equilibrar estas tuas duas facetas enquanto artista.
Tento balançar as duas e penso que tenho conseguido. Quero produzir boas musicas de trance como Uno Maxin e boas musicas de techno como UNMX. O meu projecto na vertente mais techno também está a correr bem e já tenho a primeira musica a ser editada por uma label Holandesa, num remix de uma musica de L.O.K.I. e mais umas quantas a sair em breve. Penso que não será dificíl equilibrar estas duas facetas, cada vez mais os estilos se fundem e os públicos se abrem a diferentes sonoridades, a tendência é cada vez mais para a fusão e para a experimentação entre os estilos por isso, não considero bem uma divisão mas apenas mais uma faceta da minha carreira que me tem dado imenso prazer explorar.
8. Aproxima-se o Kin & 4 Elements e apareces no line up como Uno Maxin, versão live show. O que podemos esperar desta tua performance?
Boas coisas e diferentes! Estou a preparar um live show que vai ser especial- ou assim o espero- onde vou ter mais um membro em palco e vamos tocar ao vivo com uma bateria electronica e tentar proporcionar um show diferente e emocionante. Eu estou com grandes expectativas para este evento e é um prazer poder mostrar o meu trabalho ao lado de todos aqueles gigantes, principalmente GMS que admiro desde puto.
9. Como Uno Maxin ouvimos falar de uma série de musicas feitas com alguns grandes artistas do panorama internacional. Quando e onde vamos poder ouvi-las?
Já dia 6, em remisturas de Uno Maxin e em todos os meus live shows.
10. Para além de trance e techno, que CDs andam sempre contigo no carro?
São muitos, tenho sempre no carro cds de Rammstein, Shpongle, Juno Reactor, Prodigy, Pendulum, etc.
11. Para terminar, apesar de teres já muitos anos de dj, ainda és bastante novo e com a vida toda pela frente. Sem ser a música, o que mais queres fazer como objectivo de vida?
Viajar muito, viver muito, dar a volta ao mundo muitas vezes e ver todas as cores do mundo, comer todas as comidas, nadar em todos os mares, experimentar tudo, ter muitas aventuras. Viver a vida ao MAXIN.
Entrevista de Vera Carvalho

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