Adoramos a música que tocam! Podemos conhecer as melodias, as faixas, os álbuns, a editora a que pertencem ou até os gestos e as caretas que fazem quando tocam. Os Artistas criam conceitos e música para nossa diversão. Têm também os seus gostos, ideias e influências e, para descobrirmos isto mesmo, preparámos entrevistas com alguns deles.
1. Uma estranha pergunta. Qual o teu verdadeiro nome?
SW: O meu nome é Sérgio Walgood.
SW: O meu nome é Sérgio Walgood.
2. De onde vem o teu nome artístico?
SW: Decidi deixar de parte os pseudónimos e comecei a usar mesmo o meu nome próprio.
3. Como começou o teu caminho como produtor?
SW: O amor pela musica já está comigo desde muito cedo, o meu pai é musico e ao longo dos tempos foi-me incutindo o interesse por essa arte. Quando completei os 10 anos de idade, recebi a minha primeira guitarra como prenda de aniversário e o meu pai começou a dar-me algumas lições. Mais tarde formei um dueto de blues com um grande amigo meu e juntos compusemos algumas músicas. Por volta de 98/99, o meu interesse pela música electrónica cresceu e avancei rapidamente na produção de vários estilos. O ponto de viragem foi quando me foi apresentada a primeira festa de trance psicadélico, fiquei de tal maneira fascinado com a riqueza de todos aqueles novos sons que comecei logo a estuda-los e a tentar reproduzi-los.
4. Define o teu estilo musical enquanto produtor?
SW: Comecei por me dedicar à produção de trance psicadélico, mas as coisas foram evoluindo e os gostos também. Ultimamente tenho-me dedicado à produção de vários estilos na música assim como o chillout/dub/ambiente/downtempo e trance progressivo/psicadélico. Tento não me limitar a um único estilo mas sim aliar tudo aquilo que me agrada em cada um deles.
5. O que andas a ouvir em casa?
SW: Um pouco de tudo, ultimamente a minha atenção tem estado mais focada para o ambiente mas também costumo ouvir outros géneros musicais, há muita coisa boa em cada um deles e consoante os estados de espírito vou-lhes dando ouvidos.
5. Qual o disco que te marcou mais até hoje?
SW: Tantos, durante a minha adolescência, um dos que mais me marcou talvez tenha sido o Nevermind de Nirvana, depois houve uma altura em que andava apaixonado pelo Dumb de Portishead, mais tarde comecei a ouvir ambiente e fiquei fascinado com a produção de Shpongle, todos os álbuns editados por Simon Postford me marcaram.
6. O que é, na tua opinião, necessário para ser um bom Produtor?
SW: Acima de tudo muita dedicação e bom ouvido. Para ser um bom produtor precisas de passar muitas horas em frente ao monitor, estudar bem os métodos de produção e ouvir muita música
7. O que fazes para preparar uma actuação?
SW: Antes de cada live dedico algum tempo a fazer um arranjo das músicas que vou tocar e ensaiar formas de as tocar ao vivo. Geralmente fico sempre um pouco nervoso alguns minutos antes de subir ao palco, sou uma pessoa um pouco tímida mas assim que começo a tocar passado algum tempo consigo esquecer a timidez e as coisas começam a fluir naturalmente.
8. Qual o local preferido onde tocaste? Onde gostarias de tocar e ainda não o fizeste?
SW: O local onde mais gostei de tocar foi sem dúvidas no Boom Festival 2006 e 2008, foram momentos únicos! Agora gostava talvez de começar a tocar fora do país em festivais e festas um pouco por todo o mundo.
9. Como classificas o ambiente das festas em Portugal?
SW: Muito se tem falado do mau ambiente nas festas de hoje em dia, eu pessoalmente não acho que as coisas estejam assim tão más. É certo que o ambiente não se encontra na forma pura que estava aqui à uns anos atrás, mas as coisas são mesmo assim, começam a crescer, a atrair mais pessoas e a ficar mais diversas.
10. O que dispensavas na dance scene portuguesa?
SW: Má onda, falta de competência e profissionalismo de parte de algumas produtoras.
11. Para terminar, conta-nos um episódio caricato, daqueles que fazem rir! :)
SW: Bem, já me aconteceram bastantes, mas um dos que mais me marcaram foi virem-me pedir durante um live para por o som mais baixo pois queriam dormir…

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